Alunos

Um homem, um pastor, um exemplo

Quando se pensa em ministério pastoral uma das imagens que nos vem a mente é a de um homem usando terno e gravata pregando sobre o cristianismo. Este estereótipo é associado à ideia de uma pessoa mansa, de modos comedidos e hábitos discretos. Pastor é quem pastoreia, ou, conforme a orientação de Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas”.
Procurando nos bons exemplos do passado surpreendi-me com algumas descobertas a começar pela história de um homem em particular. Será que você o conhece?
Deixo algumas de suas frases como pistas:
1 – “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar.
Filho de pai pastor e mãe professora estudou em escolas públicas formando-se em sociologia aos 19 anos. Fez teologia, foi nomeado pastor batista e concluiu seu Phd em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston. Um homem letrado dedicado a esposa e aos quatro filhos e que lutava por justiça.
2 – “O ser humano deve desenvolver, para todos os seus conflitos, um método que rejeite a vingança, a agressão e a retaliação. A base para esse tipo de método é o amor.
Apesar de sua luta intensa pelos direitos civis ele era um pacificador. Defendia todo tipo de manifestação e protesto contra injustiça aos moldes de Gandhi, de forma pacífica. Pacifista por princípio declarava-se abertamente contra a Guerra do Vietnã. Essa, dentre outras atitudes, o tornaram um dos maiores líderes de seu tempo sendo premiado com o Nobel da paz com apenas 35 anos.
3 – “Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver.
Morreu jovem, aos 39 anos, vítima de um atentado após comandar uma das maiores marchas até a capital do país, Washington. Não deseja morrer, mas desejava a paz e a justiça.
4 –  “A Verdadeira paz somente não é a falta de tensão, é a presença de justiça.
Hoje, terminado mais um semestre, fico pensando o porquê não estudamos sobre a vida de pastores como ele.  Um homem que dedicou-se com afinco aos estudos e lutou sempre de forma pacífica. Um pastor que soube dar o exemplo a ponto de ser reconhecido com o Nobel e teve a coragem lutar contra o preconceito racial até o ponto de ser morto. Um exemplo de alguém que sonha com um mundo melhor para todos independente de raça, credo, cor, sexo ou nacionalidade.
Um homem, um pastor, um exemplo, cujo sonho era um dia ver a justiça se cumprir.
5 – “Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele.” (Martin Luther King Jr.)
  Texto enviado por Leonardo Martins, aluno de teologia da Fabat, 5º período.  Extraído do seu blog: Em defesa da fé cristã

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“Alô, alô Realengo, aquele abraço.”

O fragmento que dá título a esse texto, como é sabido, é frase de uma música composta e cantada por Gilberto Gil, e que é também usada em muitos momentos de alegria e festa. Mas Realengo não está em festa; tampouco há alegria nos rostos das pessoas ligadas à tragédia da Escola Tasso da Silveira.
Neste momento, um abraço talvez seja o mínimo que podemos dar àquelas pessoas, parentes ou não dos adolescentes tirados tão abruptamente de nosso meio, porque a dor e o pranto deles atravessam bairros, cidades e fronteiras, atingindo a nós também.
Um abraço pode parecer pouco, mas ao mesmo tempo significa muito, diante da fragilidade da vida humana explicitada a nós pelos noticiários daquele fatídico dia. Um abraço substitui qualquer palavra, qualquer explicação. Na verdade, abraçar aqueles que sofrem dessa dor terrível produz conforto e alento, permeados do desejo de que vale a pena viver.
 Um abraço, em todos os aspectos, reflete o abrigo de que precisamos ante o desconhecido desvario do ser humano, que comete atos terríveis e esvazia nossas respostas prontas, deixando-nos apenas o silêncio.
Um abraço forte, apertado e sincero, sintetiza o que a Bíblia diz: “Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” (Romanos 12:15).
Não só as famílias atingidas pela tragédia, mas toda Realengo, todo o Rio de Janeiro enlutado; todos nós brasileiros, tão distantes e tão próximos, precisamos de abraços. Abraços que sejam ao máximo, abraços multiplicados. Abraços que sejam tudo e em todos, denunciando que somos gente de verdade e que gostamos de viver.
Texto enviado por Izaias Braz de Lima, 3º período de teologia, turma 2010. Extraído do seu blog. Clique e visite: “Alô, alô, Realengo, aquele abraço!”
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